segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Alamedas Pragmáticas!


Conheço bem a derrota, ou bem penso que dela sou familiar. Acordo proclamando: Fato! Não a espaço no mundo para quem quer ganhar. Contra digo-me ao deitar e deixar espaços vagos para sonhar. Aqui, Terra de Quem não pode Sonhar manifesta rebeldia zapiando mais um canal.
A Televisão fala... Eu me perco em sua declamação de produtos místicos, e passaria horas construindo a minha vida em base daquela arquitetura lúdica. O celular toca roubando à atenção, apenas bolero, um tango com o mulheril... E assim a tecnologia vai transmutando... Dando-me acesso... Fazendo-me possuir toda a sua astúcia cibernética... Até me abandonar em gozo e cansaço a tantas da madrugada... E é ai que proclamo: Está noite fui aprisionado, neste fato, sim, sou derrotado!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Água Amarga


Vou tomar da xícara e me calar. Não deixar o aroma negro escapar fora da boca. Angustiar-me-ei com o silêncio. Balbuciar café. Sorrir café. Blasfemar café. Não falar café... suspirar.

Guardar segredo deste sabor, que me rouba o sono, causa fugor e me vicia em seu tom pretinho quando não há companhia. Moreno açucarado com doses do mascavo e autoritário em cor avermelhada se possuir um pouco de canela. Um diplomata com meus problemas.

Na ponta do cigarro flama com finco o fogo beijador. A alquimia da fumaça e líquido bate contra o paladar, rodopia em minha saliva e morre no suspiro de alívio.

Vou gozando logo ali, aos resmungos e de olhos fechados, esperando um novo gole. Uma história. Ou seria o Amor? ... apenas um gole.